Brazil's Justice Minister Sergio Moro attends a news conference, amid the coronavirus disease (COVID-19) outbreak in Brasilia, Brazil April 13, 2020. REUTERS/Adriano Machado

Sérgio Moro está oficialmente fora da equipe de governo do presidente Jair Bolsonaro. Ele anuncia neste momento seu pedido de demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Pedido de demissão foi realizado após exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Mauricio Valeixo.

Anteriormente, o presidente declarou que nenhum ministro é insubstituível. Logo depois, no início do mês, ele demitiu o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que foi substituído pelo médico oncologista Nelson Teich.

“Não são aceitáveis indicações políticas.” Moro falou em “violação de uma promessa que me foi feita inicialmente de que eu teria uma carta branca”. “Haveria abalo na credibilidade do governo com a lei.”

“Presidente me disse mais de uma vez que ele queria ter uma pessoa do contato pessoal dele [na Polícia Federal], que ele pudesse ligar, colher relatórios de inteligência. Realmente não é o papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação. As investigações têm que ser preservadas. Imaginem se durante a própria Lava Jato, o ministro, um diretor-geral, presidente, a então presidente Dilma, ficassem ligando para o superintendente em Curitiba para colher informações sobre as investigações em andamento. A autonomia da Polícia Federal como um respeito à autonomia da aplicação da lei, seja a quem for isso, é um valor fundamental que temos que preservar no estado de direito.”


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