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Cinco anos de luta e persistência levaram o secretário de escritório imobiliário Daniel Lana a sair de uma estatística que aflige cada dia mais brasileiros. Dados de 2017 mostram que 18,9% da população é obesa e 54% apresenta excesso de peso no País. Aos 30 anos de idade, ele atualmente está com 84 quilos, ao contrário dos 130 quilos de 2013.

Além de parar de fumar, Lana aliou os dois grandes pilares do combate ao excesso de peso na sua luta: alimentação saudável e prática regular de atividades físicas. “Não adianta nada você começar a fazer uma atividade física, se privar disso ou daquilo, se você não fizer um exercício mental antes e enfiar na cabeça que precisa fazer aquilo e que é capaz de conseguir, disse.

Cuidados para combater a obesidadeNo Brasil, uma das principais medidas no combate à obesidade e ao excesso de peso é a elaboração do Guia Alimentar para a População Brasileira, disponível gratuitamente no site do Ministério da Saúde.

Publicada em 2014, a segunda edição do guia apresenta um vasto conteúdo com dicas e informações sobre a alimentação saudável. Além disso, o material serve como um importante subsídio para o desenvolvimento de ações que busquem promover a saúde e a segurança alimentar e nutricional da população.

Exercícios

Outro destaque é o programa Academia da Saúde, que desde 2011 incentiva a prática de atividades físicas em cidades espalhadas por todo o País. Com a ação, espaços públicos são transformados em polos equipados para a prática das atividades. A iniciativa promove a saúde e o lazer, a cultura e a integração social.

Ao mesmo tempo, campanhas do governo junto a associações do setor produtivo ajudam a reduzir os níveis de substâncias como o sódio, açúcar e gordura trans dos alimentos processados. E uma chamada pública selecionará 27 universidades públicas e privadas para desenvolverem ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença no Sistema Único de Saúde (SUS).

Crescimento

As informações disponíveis revelam que o excesso de peso avança no Brasil. Há 10 anos, esses índices de obesos e pessoas com excesso de peso estavam em patamares inferiores: 12,9% e 43,4%, respectivamente. Por isto, cresce a importância do Dia de Combate à Obesidade: lembrar a importância da luta contra um distúrbio que afeta as vidas de um número cada vez maior de pessoas.

Para saber a situação de cada pessoa, um especialista calcula o Índice de Massa Corporal, que leva em conta o peso e a altura, além da idade. Assim, é possível saber se ela possui excesso de peso ou se está obesa e em qual grau.

No mundo, a situação também preocupa: já são 672 milhões de adultos obesos (um a cada oito indivíduos), segundo relatório divulgado neste ano pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Diante deste quadro, são essenciais as políticas públicas que busquem frear o avanço da obesidade e do sobrepeso.

Mudança de hábitos

Sozinhas, as iniciativas do poder público não são capazes de reduzir as taxas de obesidade e sobrepeso. Elas devem ser acompanhadas por uma mudança nos hábitos da população, fenômeno que já pode ser visto no Brasil. “Se você prepara sua cabeça para aquilo antes de começar, você não deixa aquilo te derrubar”, afirmou Lana.

De acordo com dados da a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), o consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas caiu 52,8% entre 2007 e 2017. Além disso, a prática de atividade física no tempo livre cresceu 24,1% desde 2009.

Mesmo assim há um caminho considerável a se percorrer. E a falta de informações é uma delas. “Eu vejo, hoje, pacientes que têm acesso à informação, mas que não sabem a diferença de um carboidrato para uma proteína, coisas básicas. E aí acabam fazendo a escolha errada não porque eles não querem mudar, mas porque não sabem”, disse a terapeuta ortomolecular e especialista em disfunções metabólicas Ana Carolina Candia.

Prioridade

O público infantil é prioridade das ações de combate à obesidade no Brasil. As medidas de maior destaque para essa parcela da população são o programa Crescer Saudável, voltado à prevenção e controle da obesidade infantil nos municípios com maior prevalência de excesso de peso em crianças de dois a dez anos de idade, e o Programa Saúde na Escola, que estimula a alimentação saudável e as atividades físicas em mais de 85 mil escolas do País.

“Quando uma criança é acostumada, antes dos dois anos, a consumir alimentos com muito sal, gordura e açúcar, as papilas gustativas ficam acostumadas com hiperpalatabilidade, com um sabor muito forte”, afirmou a coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do departamento de atenção básica do Ministério da Saúde, Michele Lessa.

Por isso, a adoção de hábitos saudáveis durante os primeiros anos de vida é fundamental para a diminuição dos índices de obesidade e sobrepeso. Sem os cuidados, segundo a coordenadora, a probabilidade de uma criança virar um adulto obeso é de 50% – no caso dos adolescentes, o índice sobe para 80%.

Fonte: Governo do Brasil,


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