Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) negaram, nesta terça-feira (22), o pedido de habeas corpus interpostos pelos advogados de defesa da prefeita afastada de Cajamar, Paula Ribas (PSB), para retornar ao comando da gestão do município.

Paula está afastada da prefeitura de Cajamar desde outubro do ano passado, quando foi denunciada pelo Ministério Público (MP) sendo acusado de ter praticado 27 crimes na administração pública. Desde então, a cidade passou pelas mãos do presidente da Câmara, Eurico Missé (DEM), e atualmente é comandada pela vice-prefeita, Dalete de Oliveira (PCdoB).

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O Relator do processo, Marco Aurélio, foi o único ministro a votar favoravelmente para o retorno de Paula. Os outros quatro ministros recusaram o pedido e não acompanharam o relator.

O esposo de Paula, Toninho Ribas, ficou preso de abril à novembro de 2017 na penitenciária de Tremembé (SP), acusado pela pratica dos crimes previstos no artigo nº 288, artigo nº 333 e no artigo nº 328, por 27 vezes. Ele também responde por suposta entrega de cargos comissionados a vereadores e familiares, inauguração de obras inacabadas, favorecimento na presidência do Legislativo e pagamento de votos em troca de tratamentos dentários.

A Justiça também havia prendido no mesmo dia o filho da prefeita Paula Ribas e de Toninho, Kauê Ribas, mas o Juiz Clóvis Elias, de Cajamar, concedeu a soltura no começo de maio de 2017.


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