Dois são presos em Cajamar por fraude do INSS; prejuízo é de R$ 60 milhões

Operação da Polícia Federal desarticulou grupo em São Paulo que desenvolveu um esquema para dar o golpe. Doze mandados de prisão, sendo dois de Cajamar, foram expedidos contra a organização

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A PF (Polícia Federal) realiza na manhã desta terça-feira (24) uma operação para desarticular uma organização criminosa que fraudava o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), em especial nos benefícios de auxílio-doença, em São Paulo.

É estimado um prejuízo de mais de R$ 60 milhões pelo grupo, que agia há mais de dez anos.

Em conjunto com a Inteligência Previdenciária, Advocacia-Geral da União, Ministério Público Federal e INSS, a operação denominada Pseudea bloqueou R$ 25 milhões de integrantes do bando. São cumpridos 12 mandados de prisão, sendo sete temporárias e cinco preventivas, e 16 mandados de busca e apreensão.

Dos mandados de prisão, sete foram expedidos pra São Paulo, um mandado de prisão temporária em Mairiporã e dois mandados de prisão preventiva em Cajamar. Outro mandado de busca e apreensão foi cumprido em Bauru, no interior.

Em contato com a Polícia Federal por e-mail, foi informado que “a Polícia Federal não se manifesta a respeito de investigados em operações.”

Segundo a PF, a organização criminosa era chefiada por uma auxiliar de enfermagem, dedicada a praticar fraudes, a qual contava com a ajuda de um servidor que trabalha em uma agência do INSS na Vila Maria.

As investigações tiveram início em novembro de 2017 e até o presente momento apurou-se um prejuízo de mais de R$ 6 milhões apenas nos auxílios-doença. Como há indícios de que o grupo agia há mais de dez anos, estima-se que os prejuízos superem os R$ 60 milhões.

As fraudes consistiam em requerer auxílios-doença para pessoas, algumas que sequer figuravam como segurados do INSS, com o uso de documentos falsos e diversos artifícios. O grupo criminoso valia-se de dublês, ou seja, pessoas se faziam passar pelo requerente durante a perícia médica, onde fingiam doenças mentais, tinham membros engessados, bem como usavam falsos relatórios médicos.

O grupo tambem gerava aposentadorias falsas: confeccionava carta de concessão de aposentadoria fraudulenta que entregue ao “cliente” permitia sacar, irregularmente, os valores depositados em seu FGTS. Parcelas dessa quantia era repassada ao grupo criminoso como pagamento pela falsa aposentadoria.

O nome Pseudea, refere-se a divindade grega que personalizava a mentira e as falsidades.

*Com informações da Agência Estado


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