Crise politica ou moral?

As atitudes de nossos políticos podem ser consideradas um reflexo direto do comportamento dos cidadãos cajamarenses?

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O processo que indica os crimes pelos quais a ex-prefeita Paula Ribas foi afastada de sua função foi divulgado recentemente pelo Ministério Público (Link da matéria), apontando a todos aqueles que leram, a possibilidade de diversos crimes, como Formação de quadrilha, usurpação de administração pública, corrupção passiva e ativa. Esse fato, nos faz levantar a argumentação perigosa sobre os que se dizem representantes do povo: “Todos são corruptos, a imoralidade prepondera e corrói até os mais santos quando entram na política, ninguém presta”, dado o cenário municipal, estadual e federal é entendível esse tipo de análise, ainda que superficial em demasia.

Ao ler diversos tipos posts em redes sociais e lembrar de conversas que tive com cajamarenses no passado, me perguntei: Onde está nossa moralidade ou ética enquanto cidadãos?

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Apesar de não ser o objetivo, a filosofia tem três grandes problemas pensados ao longo da sua história: O que é conhecimento (Qual os limites da razão?)? O belo é subjetivo ou algo aceito universalmente (O que é bonito?)? Sendo a ultima questão, justamente a respeito do que se define por moral. Temos alguns posicionamentos interessantes que valem serem citados para o leitor.

Os utilitaristas, definiam que era moral toda a conduta que ensejasse a felicidade (Maximização do prazer), Kant em seu pensamento, caracteriza a moralidade em ultima instância como o altruísmo e Durkheim alega que a moralidade está longe de ser definida, ela se transforma ao longo do tempo e varia de acordo com o sistema social considerado.

Saindo do debate teórico e concretamente falando, ao andar pela cidade de Coimbra noto uma característica cultural e ao mesmo tempo muito simpática dos portugueses, toda vez que eu piso na calçada próximo a uma faixa de pedestres o primeiro carro para e me dá a vez para atravessar, aqueles que estão distraídos ao notarem minha espera, levantam os olhos e nitidamente constrangidos pedem desculpas. Esse exemplo simples não era para me assustar, afinal o código do trânsito brasileiro diz claramente que a preferência é sempre do pedestre, mas não aconselho alguém esperar atitude semelhante às 17:00 na Avenida Tenente Marques. Outro fato interessante, é que grandes redes de mercados portugueses têm uma rede de caixas para pagamento dos produtos sem atendente, você passa a compra, insere o dinheiro, coloca os produtos na mochila e sai, sem qualquer tipo de fiscalização, é muito difícil imaginar algo parecido no Brasil.

Como nos comportamos enquanto povo? Todos os políticos devem ser criticados e cobrados, estão ali para atender as demandas populares e administrar o município buscando o desenvolvimento econômico e humano da cidade, os diversos escândalos mostrados em nossa administração não me surpreendem tanto, uma vez que são reflexos claros de fatores culturais presentes em uma minoria (?) da população, mas que compõem a nossa Cajamar. A mudança parte do indivíduo: eu e você façamos a diferença, sem grandes atos de heroísmo, aos poucos.


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