Ney Santos, prefeito de Embu das Artes - Reprodução Facebook
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A Justiça Eleitoral cassou o mandato do prefeito Ney Santos (PRB), de Embu das Artes, cidade da região metropolitana de São Paulo, por suspeita de uso de dinheiro do tráfico de drogas e por doações ilícitas de “laranjas” na campanha eleitoral de 2016. A decisão da juíza Tatyana Teixeira Jorge, disponibilizada nesta quarta-feira no site Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, atinge também o vice-prefeito Peter Calderoni e determina a inelegibilidade de ambos por oito anos. Como a sentença não tem caráter suspensivo, os dois poderão recorrer no cargo.

A cassação é o mais recente capítulo dos problemas de Ney Santos com a Justiça. O político, suspeito de integrar a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), já responde criminalmente por adulteração de combustível, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de quadrilha.

Após ser eleito em 2016, a Justiça pediu a prisão preventiva de Santos em dezembro daquele ano. O político ficou foragido por dois meses e foi diplomado no cargo por meio de uma procuração. Só tomou posse em fevereiro de 2017 graças um habeas corpus concedido pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), alegando falta de fundamentos para a detenção.

No início de março deste ano, o caso voltou à pauta na Primeira Turma do STF. Às vésperas da votação, Ney Santos pediu licença não remunerada para tratar de “assuntos pessoais” e saiu de circulação da cidade. O prefeito só reapareceu após a votação entre os ministros terminar empatada, o que manteve o habeas corpus.


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