Apesar de ter sido eleita com 65,2% dos votos, prefeita foi afastada do cargo e cassada duas vezes

ACâmara Municipal de Cajamar aprovou nesta quarta-feira (28) o parecer da Comissão de Investigação que pedia o arquivamento do processo de impeachment da prefeita afastada Paula Ribas (PSB). A denúncia foi encaminhada pelo vereador suplente Alexandre Lima (Patriotas).

Em 29 de novembro de 2017 foi instaurada uma comissão de investigação processante e sorteados os vereadores Izelda Carnaúba (PPS), Claudinei Lúcio – Neizão (PROS) e Fábio Pontes (PSB), presidente, relator e membro da sala de comissão, respectivamente, para conduzirem a instrução do processo.

Paula Ribas estava sendo acusada de ter gasto cerca de R$ 13 milhões a mais do que o permitido por Lei no remanejamento de verbas. Ela tinha um limite de 30% para gastar com despesas e utilizou 45% sobre o argumento de pagar os salários dos funcionários, no entanto, isso não aconteceu, pois ela endividou a cidade e ainda atrasou o pagamento dos servidores públicos.

A iniciativa do pedido de impeachment foi do morador Alexandre Lima, concorrente às eleições municipais de 2016 pelo PEN, atual Patriotas, e apoiou a candidatura de Ribas. Ele apontou diversas ações de improbidade administrativa e violação às leis orçamentárias da cidade feitas por Paula Ribas, mas a comissão não aceitou.

Em reunião realizada pelos membros da comissão foi aprovado por unanimidade o relatório apresentado pelo vereador Claudinei Lucio Rodrigues (PROS) no sentido de não haver indícios mínimos de que Paula Ribas tenha descumprido a lei orçamentária.

Todos os vereadores acompanharam o relator e votaram favoráveis ao arquivamento da denúncia.

Paula segue afastada da Prefeitura

Afastada desde 24 de outubro de 2017 a pedido do Ministério Público (MP), Paula Ribas é denunciada pela pratica dos crimes previstos no artigo nº 288, artigo nº 333 e no artigo nº 328, por 27 vezes. O processo segue em segredo de justiça.

Dalete também está sendo processada pela Câmara

A Câmara dos Vereadores de Cajamar durante sessão realizada na quarta-feira, 14 de Fevereiro, instaurou processo de impeachment para apurar supostos crimes de improbidade administrativa cometidos pela prefeita interina, Dalete Oliveira (PCdoB), no exercício do mandato. As denúncias foram feitas pelo morador Auro Rodrigues de Almeida, atendendo o inciso I, do artigo 5º do Decreto 201/1967.


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