Nesta quinta-feira (30), o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) adiou pela quarta vez o processo que tem como rés a prefeita afastada Paula Ribas (PSB) e Dalete de Oliveira (PCdoB). O motivo foi a ausência do desembargador Paulo Galízia.

O Tribunal marcou o julgamento para o dia 21 de setembro deste ano, mas houve um pedido de visto feito pelo desembargador Fábio Prieto, o transferindo para a sessão do dia 03 de outubro, sendo novamente adiado. Desta vez, o presidente do Tribunal, Carlos Eduardo Cauduro Padin pediu vista após empate na corte.

Na terça-feira (21), o desembargador Cauduro não compareceu na sessão adiando novamente o julgamento do processo. Nesta quinta-feira (30), o julgamento foi adiado pela quarta vez devido a falta do desembargador Paulo Galízia.

Em dezembro do ano passado, Paula Ribas e Dalete tiveram seus mandatos cassados em julgamento do Juiz Eleitoral de Cajamar, Filipe Antônio Marchi Levada. Elas foram acusadas de fazer uso da máquina pública em benefício da própria candidatura e praticaram ações em benefício da coligação encabeçada pela prefeita afastada.

O juiz cita, como exemplo, a pavimentação de 180 vias públicas às vésperas das eleições, realização de obras sem previsão orçamentária e sem organização prévia de licitações, implantação de asfalto de péssima qualidade sem a realização de outras ações de infraestrutura, entre outros pontos divididos em 15 tópicos.

Outro processo que estava em pauta para julgamento envolve os segundos colocados nas eleições de 2016, Danilo Joan (PSD) e Moacyr Pedro (PSD). A coligação de Paula e Dalete apresentou uma ação de investigação contra ambos. Elas afirmam que, durante convenção partidária para escolha dos candidatos a Prefeito e Vice-Prefeito, ocorrida no Ginásio de Esportes “Paulo Olavo dos Santos”, apresentaram-se a Escola de Samba “Vai Vai” e um cantor gospel, o que teria tido ampla divulgação nos jornais locais, causando desigualdade no pleito eleitoral.

O juiz eleitoral de Cajamar Filipe Levada julgou improcedente a ação. Agora o Tribunal Regional Eleitoral julga o processo em segunda instância.


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