Com os votos de Bruna Furlan e outros 250 deputados a favor de Temer, o processo fica parado enquanto ele estiver no exercício do mandato de presidente da República, ou seja, até 31 de dezembro de 2018.
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Na votação pelo prosseguimento da segunda denúncia contra o presidente da República Michel Temer (PMDB) na Câmara Federal, que culminou na vitória do peemedebista, os deputados da região, Valmir Prascidelli (PT), Miguel Haddad (PSDB) e Bruna Furlan (PSDB), repetiram seus votos dados no mês de agosto, quando Temer encarou a primeira denúncia. Enquanto o petista pediu para manter a investigação, a tucana votou a favor do arquivamento das denúncias contra o presidente.

O deputado federal eleito um dos mais votado na cidade, com 1.221 votos, Miguel Haddad, também foi favorável a continuidade do processo para investigação do presidente.

Na sessão que ocorreu na noite de quarta-feira, 25, os parlamentares avaliaram o parecer aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, que recomendou a rejeição da admissibilidade da denúncia contra o presidente.

O Supremo Tribunal Federal (STF) solicitava autorização para processar Temer por formação de quadrilha e obstrução de Justiça. Além dele, também estavam sendo investigados os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).

Para barrar a denúncia, Temer precisava do apoio de 172 deputados, mas conseguiu superar as expectativas. Foram 251 votos a favor e 233 contra.

Cada deputado teve 15 segundos para justificar seu voto. Pelas redes sociais, Prascidelli vinha se mobilizando em uma campanha intensa contra o presidente. Em sua fala, fez um breve resumo da postura de seu partido. “Não ao trabalho escravo, não à volta da miséria, não à distribuição do Brasil. Pelo procedimento da denúncia, não ao relatório do PSDB que protege o Temer e o Aécio [Neves]”, afirmou.

Por outro lado, Bruna adotou posicionamento mais tímido e alegou que “votou pelo relator” Bonifácio Andrada (PSDB – MG) na CCJ, que recomendou a rejeição da admissibilidade da denúncia contra o presidente.

A votação iniciou após o horário previsto, já que a estratégia da oposição era que faltasse quórum para a sessão. Contudo, no período da tarde os aliados de Temer começaram a encher o plenário.


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