A mariposa do gênero hylesia sp foi identificada como o agente causador de inúmeros casos de alergia, principalmente no Vetor Oeste da cidade. Após o número crescente de atendimentos, a Vigilância Sanitária, a Vigilância Epidemiológica, a Unidade de Zoonoses e especialistas passaram a atuar conjuntamente para esclarecer a origem e oferecer orientações.

Os casos não são graves, não possuem quadro contagioso e devem diminuir nos próximos dias. “Vale destacar que as reações alérgicas não são contagiosas, não passam de pessoa para pessoa e caracterizam-se por reações inflamatórias da pele, provocando irritação severa e coceira intensa, dentro de horas após o contato. O tratamento depende da gravidade do caso.”, explicou o dermatologista Paulo Cunha, professor titular da Faculdade de Medicina de Jundiaí e vice-presidente da Sociedade Internacional de Dermatologia, que através de estudos e exames, evidenciou o agente causador do surto

É a primeira vez que os casos estão sendo observados em Jundiaí e devem diminuir proporcionalmente ao fim do período de reprodução da hylesia sp. A espécie fica mais ativa no período de acasalamento, o que dura semanas e pode ter se iniciado nos primeiros dias de janeiro, datadas primeiras ocorrências de alergia. “Essa espécie solta cerdas que formam pequenas nuvens no ar e acabam se depositando em tecidos, roupas em varal, toalhas em beira de piscinas”, destaca Carlos Ozahata, da Unidade de Zoonoses

Estima-se que mais de 200 pessoas tenham sido afetadas, ampliando a atenção do tema por parte da Secretaria de Saúde. Entre os bairros afetados, destacam-se o Eloy Chaves, Medeiros, Reserva da Serra e até mesmo partes do Condomínio Anchieta, que não está no vetor oeste de Jundiaí.

Orientações
O dermatologista ressalta que o uso de telas contra insetos e uma simples limpeza com pano e água em ambientes onde a mariposa foi observada no período noturno é o suficiente para evitar o contágio. Outros cuidados, como o uso moderado de aerossol também são indicados.

Outras recomendações importantes são limpar ambientes onde seja identificada a presença da mariposa com pano e água; em caso de reação alérgica, procurar atendimento médico.


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