A operação Xibalba realizada nesta sexta-feira (9), comandado por 32 promotores de Justiça e 200 policiais da Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo e que mira uma organização criminosa voltada à prática do crime de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas, investiga postos de combustíveis em Cajamar.

A operação que deu início hoje expediu 63 mandados judiciais, sendo 49 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão preventiva.

Entre os envolvidos na operação está o prefeito eleito de Embu das Artes, o vereador Ney Santos (PRB) que teve mandado de prisão preventiva na primeira fase da operação.

Acusado por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e ligação com o crime organizado, Santos teve a prisão determinada pela Justiça. Ele também é presidente da Câmara Municipal de Embu. Santos já ficou detido entre 2003 e 2006 por envolvimento com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Ela seria atuante especialmente nas cidades de Embu das Artes, Osasco, Taboão da Serra, Carapicuíba, Cajamar e São Paulo, “instrumentalizada, em especial, através da constituição e administração de postos de combustíveis”, segundo o MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo).

O nome da operação, Xibalba, significa o submundo na mitologia maia.

Investigado
Em 2010, ele era candidato a deputado federal pelo PSC quando foi investigado pela Polícia Civil, que suspeitava que usava 15 postos de combustível, uma ONG e uma empresa para lavar dinheiro do crime organizado e financiar sua campanha.

Segundo policiais, Santos era conhecido como Nei Gordo no submundo do crime. Absolvido em segunda instância em 2006, ele acumulou patrimônio após a soltura, o que provocou suspeita das autoridades.

Segundo na semana
Santos não é o único prefeito eleito em São Paulo que está na mira da Justiça. Na última terça-feira, o vereador Rogério Lins (PTN) prefeito eleito de Osasco, tornou-se foragido.

Ele é suspeito de integrar um esquema que desviou cerca de R$ 21 milhões da Câmara da cidade da região metropolitana de São Paulo com a contratação de funcionários fantasmas.


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