Advogado pediu a prisão de Paula Ribas mas Juiz negou o pedido. Processo foi encaminhado para o MP. (Foto: José Tenório/ Fotomania Publicidade)

Em outra ação movida contra Paula Ribas, o Juiz Eleitoral da 354ª Zona de Cajamar, Doutor Filipe Antônio Marchi Levada, negou o pedido de prisão da prefeita Paula Ribas (PSB) feito pela coligação “Uma nova história para Cajamar”, por meio do advogado Dr. José Carlos Cruz.

O advogado ingressou com uma ação de Investigação Judicial (nº 424-59.2016.6.26.0354) sob a alegação que teria sido criado, no âmbito da administração pública, um sistema paralelo de agendamento de consultas por meio do qual alguma pessoas seriam agraciadas com atendimento em menor tempo mediante a utilização de diversos funcionários corrompidos. Segundo a inicial, a prática seria utilizada para angariar prestígio junto ao eleitorado à época das eleições com o envolvimento de médicos, laboratórios e políticos no ato ilícito.

O Juiz declarou no início do processo que não poderia julgar, pois era difícil de compreender o que o advogado estava relatando. Por esta razão, autorizou o bacharel a reformular a petição inicial.

No dia 31 de outubro, após a reformulação do pedido, o Dr. Filipe Levada negou a liminar para afastamento os acusados, indeferindo pois não havia elementos de que Ana Paula Polotto Ribas de Andrade e os demais acusados cometeram os fatos narrados. “Por fim, não cabe, neste procedimento, o afastamento de ocupante de cargo eletivo nem a prisão de pessoas.”

Em uma entrevista com o advogado Dr. José Carlos Cruz, responsável pela ação de Investigação Judicial, ele relatou que “a prisão e o afastamento foi negada para aguardar primeiro a defesa dos envolvidos. Como houve decurso do prazo, a prefeita Paula Ribas (PSB) e sua vice Dalete de Oliveira (PC do B) não ofereceram defesa e perderam esta oportunidade de se justificar, segundo o advogado.

O processo foi encaminhado para o Ministério Público que deve se manifestar inclusive sobre o afastamento da prefeita Paula Ribas.

“Esse processo começou após denúncia ao Ministério Público por um servidor da prefeitura que não aceitou participar do esquema. O MP deve se manifestar”, complementou o bacharel.


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