Comportas abertas na Represa Paiva Castro, entre Mairiporã e Franco da Rocha, no dia 11 de março de 2016 (Foto: Reprodução Diário Cajamarense)

A prefeitura de Franco da Rocha informou que a represa Paiva Castro, localizada na cidade, atingiu às 7h40 da manhã desta terça-feira (7) 94% da capacidade de armazenamento. Segundo a Prefeitura, se as águas subirem mais 30 centímetros, as comportas terão que ser abertas.

Por volta das 10h desta terça, o nível estava subindo cerca de 1 cm por hora. Assim, as comportas teriam que ser abertas em 30 horas. A prefeitura informou que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) está monitorando a situação para a abertura, caso necessária, seja feita de forma cadenciada, evitando inundações.

Em nota, o governo do estado informou que há um plano de contingência foi acionado e há a possibilidade de descarga emergencial da represa quando atingir o nível emergencial. A medida começa quando os níveis da represa atingirem os limites prudenciais de 745 m de armazenamento e 25 cm. Às 10h, informou o governo, o índice chegou a 745 m e 29 cm.

Um gabinete de crise foi montado pelo governo de Geraldo Alckmin na Escola Superior de Bombeiros para organizar ações emergenciais necessárias caso ocorra a abertura das comportas da represa, informou o governo. “A descarga emergencial de água acontece quando a cota atinge 745m 55cm”. Além de Franco da Rocha, foram alertados do risco as prefeituras de Caieiras e Cajamar.

Em março, a Sabesp abriu as comportas da Represa Paiva Castro por risco de transbordamento após forte temporal atingir a Grande São Paulo. O reservatório faz parte do Sistema Cantareira e liberou a água no Rio Juqueri, que corta as cidades de Cajamar, Mairiporã, Franco da Rocha e Caieiras.

Como determina o Plano de Contingência elaborado por força do artigo.11, da Portaria DAEE 1213 de 06/08/2004, foram avisados: os prefeitos Kiko Celeguim (às 7h45), de Franco da Rocha; Roberto Hamamoto (às 7h50), de Caieiras; a secretária Flavia da prefeita de Cajamar (às 7h50), Ana Paula Polotto R. Andrade; e as Defesas Civis dos três municípios.

O procedimento adotado pela companhia, no entanto, foi alvo de um pedido de explicações do Ministério Público (MP) e causou dúvidas sobre quais medidas devem serem tomadas quando há risco de rompimento de barragens e se há tempo hábil para avisar a população e retirá-las de áreas que podem ser atingidas pela água.


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