As campanhas contra drogas lícitas só terão efeito ampliado quando a família assumir o seu papel de exemplo

Opinião do Portal eCAJAMAR – redacao@ecajamar.com.br

Uma festa de família, um encontro de amigos, um passeio ao ar livre ou até mesmo um momento de descanso. As ocasiões são diferentes mas, certamente, em algumas delas é possível encontrar adultos fumando ou ingerindo bebida alcoólica. Preservar as crianças de se depararem com tais cenas é praticamente impossível, mas conscientizá-las sobre os malefícios das chamadas drogas lícitas deveria ser encarado como uma obrigação pelos pais.

Acontece que, em muitas ocasiões, os próprios pais são os consumidores destes produtos e não veem com tanta importância e preocupação a necessidade de informar aos filhos o que o cigarro e o álcool podem causar no organismo do indivíduo.

Em 31 de maio, é lembrado o Dia Mundial Sem Tabaco, uma campanha instituída pela OMS (Organização Mundial de Saúde). A data tem como propósito alertar a população sobre os riscos do fumo, visando reduzir as estatísticas de mortes em decorrência de consumo de cigarro e outros derivados. Conforme a própria organização, anualmente, 6 milhões de pessoas morrem por consequência do fumo em todo o mundo. Destes, 600 mil são chamados de fumantes passivos, ou seja, indivíduos que não fumam, mas inalam a fumaça daqueles que fazem uso rotineiro do cigarro.

Neste último grupo, estão filhos, sobrinhos, netos, pais, amigos, vizinhos e conhecidos que não consomem o cigarro, mas engrossam as estatísticas negativas deste produto que já foi sinônimo de status, mas é um indicativo de vício e patologia a ser tratada urgentemente.

É sabido que escolas, principalmente as que têm os jovens como público, projetos esportivos e religiosos, costumam trabalhar enfaticamente os riscos da dependência química e suas consequências. Porém, é no ambiente familiar que esta tarefa deve ser encarada com mais responsabilidade. Pais precisam conversas com seus filhos sobre o vício, mas também devem avaliar até que ponto suas práticas coincidem com suas orientações.

A situação se repete quando se fala em bebida alcoólica. O índice de jovens que se embriagam atualmente é assustador e boa parte deles desenvolveu o gosto pela bebida dentro da própria casa.

Por isso, apesar de importantes e válidas, as campanhas contra drogas lícitas só terão efeito ampliado quando a família assumir o seu papel de exemplo, em palavras e práticas.


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