Petista disse que foi chantageada pelo presidente da Câmara

Da Redação eCAJAMAR, com agências – Foto: Ueslei Marcelino/Reuters – redacao@ecajamar.com.br

Depois de fazer o primeiro pronunciamento no Palácio do Planalto, Dilma Rousseff iniciou um novo discurso, dessa vez do lado de fora para um grupo de eleitores.

Sob gritos de “fora Temer” e “Dilma guerreira”, ela dispensou o papel e reafirmou que está sendo vítima de um golpe. “A tristeza é porque vivemos uma hora trágica no nosso país. A jovem democracia brasileira está sendo vítima de golpe. Estou sendo objeto de uma grande injustiça. Aqueles que não conseguiram chegar pelo voto direto do povo, tentam agora, pela força, chegar ao poder”, declarou.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou a fala da petista, mas não se manifestou.

Diferente do outro discurso, Dilma atacou diretamente Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara dos Deputados. “Esse golpe está baseado em razões levianas. Os atos que me acusam são corriqueiros, que foram feitos por todos os presidentes que me antecederam. Quem deu início a esse golpe o fez por vingança. Nos recusamos a dar ao Eduardo Cunha os votos para que ele fosse absolvido. Eu não sou mulher de aceitar esse tipo de chantagem”, disparou, sendo ovacionada.

“O que está em jogo são todas as conquistas que tivemos nos últimos 13 anos. E as conquistas foram muitas. O meu governo jamais reprimiu movimentos sociais, jamais reprimiu manifestações políticas, mesmo as que eram contra mim, que é o risco que corremos agora”, continuou.

Apesar da decisão do afastamento, ela demonstrou que pretende lutar para retomar o cargo. “Ao longo da minha vida sempre enfrentei desafios. Estou pronta para resistir por todos os meios legais”.


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