Lower House Speaker Eduardo Cunha of the Brazilian Democratic Movement Party (PMDB) celebrates after announcing that they are withdrawing their support of President Dilma Rousseff's ruling coalition during their National Executive Meeting in Brasilia, Brazil, March 29, 2016. REUTERS/Adriano Machado

Deputado diz que estranha o processo e que irá recorrer da decisão

Da Redação eCAJAMAR, com agências – redacao@ecajamar.com.br – WhatsApp (11) 99901-5431

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse que o afastamento de seu mandato como deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados é uma retaliação por sua atuação no processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT). 

Nesta quinta-feira (5), o Supremo Tribunal Federal aprovou, por unanimidade, o seu afastamento.  

“Há um processo político por trás disso; essa reação era mais do que esperada, o PT sempre tentou me trazer ao banco dos réus junto com eles”, afirmou em entrevista coletiva após derrota na sessão da Suprema Corte. 

O deputado disse ainda que respeita a decisão do STF, que vai cumpri-la, mas que vai recorrer por estranhar que o julgamento tenha ocorrido seis meses após a proposta da cautelar. “Se era urgente, porque demorou tanto?”, questionou. 

Cunha voltou a afirmar que não vai renunciar e que “cumpriu sua função” com relação ao impeachment. “Na próxima quarta-feira [quando o Senado votará o relatório do impedimento de Dilma] o Brasil vai se livrar do PT. Pela vontade de Deus, vamos nos livrar dessa era que tanto fez mal ao nosso país.” 

Supremo aprova afastamento 

Por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram a favor da liminar concedida por Teori Zavascki que suspendeu, nesta quinta-feira (5), o mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como deputado federal.

Com a decisão, Cunha perde automaticamente o comando da presidência da Câmara dos Deputados, sendo substituído por Waldir Maranhão (PP-MA).

A argumentação que levou a decisão do Supremo é de que o peemedebista tentava atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

O deputado, aliás, é réu no STF pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro sob acusação de integrar o esquema de corrupção na Petrobras investigado pela operação. Cunha é acusado de ter recebido ao menos US$ 5 milhões de propina.


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