A partir dos resultados encontrados, os cientistas testam agora dez medicamentos conter os danos do vírus

Joana Moscatelli, da Agência Brasil – redacao@ecajamar.com.br

Pesquisadores brasileiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Instituto Dor de Pesquisa e Ensino conseguiram relacionar o zikavírus e a ocorrência da microcefalia em bebês. A partir dos resultados encontrados, os cientistas testam agora dez medicamentos para serem usados por mulheres grávidas para conter os danos do vírus zika na formação do cérebro fetal.

O coordenador do estudo, o neurocientista Stevens (Reren) acredita que em 2 meses o grupo vai poder ter uma pista sobre um remédio que possa ser utilizado para prevenir a microcefalia.

Em um momento em que a área da Ciência e da Tecnologia tem enfrentado cortes no orçamento, o reitor da UFRJ Roberto Leher elogiou a pesquisa e destacou a importância das política públicas permanentes na área.

A pesquisa trabalhou a partir de células-tronco humanas reprogramadas que permitiram a criação de minicérebros e similares ao cérebro em desenvolvimento.

O zika vírus foi inserido nessas estruturas para observar as consequências na formação do cérebro fetal. O estudo foi publicado na revista norte-americana Science, uma das mais importantes da área no mundo.


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