A manifestação é contra a suspensão do pagamento do bônus de até 2,9% pelo governo estadual, anunciada na última segunda-feira

Professores, funcionários e alunos de ao menos 20 escolas estaduais de Campinas cruzaram os braços e realizaram uma passeata até o Largo do Rosário, no Centro, nesta quinta-feira (31). A manifestação é contra a suspensão do pagamento do bônus de até 2,9% pelo governo estadual, anunciada na última segunda-feira.

Antes de chegar ao Largo do Rosário, os manifestantes sentaram na Avenida Francisco Glicério, próximo à Catedral Metropolitana de Campinas, e cantaram “Alckimin a culpa é sua, hoje a aula vai ser na rua”.

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo disse que reconhece a legitimidade da reivindicação mas frisa que é prematura qualquer manifestação, já que a definição da suspensão será tomada pela rede.

Segundo a secretaria, a suspensão do bônus foi uma medida adotada para que ocorra o reajuste salarial. A iniciativa teria sido sugerida, ainda segundo o governo estadual, pelo sindicato dos professores porque o bônus não é oferecido a todos os profissionais, já o aumento do salário atingiria toda a categoria. O reajuste proposto pelo governo seria de 2,5%.

A conselheira da Apeoesp em Campinas, Andressa Rodrigues, disse que o sindicato sempre foi contra a bonificação, mas a favor do reajuste salarial. Entretanto, segundo Andressa, existe uma lei de 2008 que garante o pagamento da bonificação. Para suspender, o governo teria que revogar esta lei, mas tinha que pagar o benefício referente a 2015. “Queremos a valorização dos profissionais. Estamos sem reajuste há mais de um ano”, destacou.

O sindicato reivindica ainda que o reajuste seja correspondente à inflação (11%). Uma assembleia deve discutir o assunto em abril.


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