Diversos professores das escolas estaduais estão se organizando e discutindo métodos para buscar seus direitos. Os professores de Cajamar estão juntos. 

Reportagem: Kauãn Berto/ Diário Cajamarense, com informações da Folha SPredacao@diariocajamarense.net

A decisão do governo Geraldo Alckmin (PSDB) de suspender o pagamento do bônus deste ano aos professores e servidores da educação levou frustração às escolas da rede. Pago anualmente sempre em março, muitos funcionários já tinham planos para o dinheiro extra.cartaz_8_abril_2016_145867864822750964000

Segundo informações de alguns professores da rede estadual das escolas de Cajamar, a paralisação está marcada para 8 de abril (foto) e diversos educadores estão juntos e confirmaram presença no ato.

Bônus incorporado
Os professores não recebem reajuste salarial desde 2014. Sobre o aumento de 2,5% estar muito abaixo da inflação registrada no ano passado, que ficou em 10,67%, a Secretaria da Educação disse que o problema é a crise econômica enfrentada pelo país.

Segundo a Secretaria, o índice é resultado da incorporação do valor do bônus por mérito – que normalmente é pago aos professores da rede estadual. Neste ano, porém, o governo Alckmin decidiu suspender o pagamento do benefício, que totalizaria cerca de R$ 500 milhões, e adicionar o percentual ao salário base da categoria.

De acordo com a secretaria, a proposta para incorporação da bonificação aos salários partiu do próprio sindicato, que solicitou que o benefício fosse transformado em reajuste salarial e abrangesse todos os servidores, inclusive aposentados. Uma consulta foi aberta a todos os servidores da rede estadual de ensino para que seja definido ou pelo pagamento do bônus ou por um reajuste salarial.

No ano passado, o valor do bônus pago pelo Estado foi de R$ 1 bilhão, mas o montante caiu pela metade em 2016, o que representa 2,5% de reajuste sobre os salários.

Sindicato rejeita proposta
A Diretoria da Apeoesp informou, em nota, que o percentual de reajuste de apenas 2,5% está muito abaixo do pretendido. O sindicato diz ainda que recusou o percentual durante reunião com o Secretário de Educação, José Renato Nalini.

A Apeoesp, principal sindicato da categoria, já se posicionou contrário ao aceno de um reajuste de 2,5%. A entidade tem assembleia marcada para o dia 8 na praça Roosevelt, na região central de São Paulo.


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