Após liderar o índice de epidemia de dengue em 2015 entre os municípios da Grande São Paulo, Cajamar diz que aprendeu a lição.

Os moradores da cidade garantem que estão alertas para combater o mosquito Aedes aegypti, que também transmite o zika e a chykungunya. Vale dar bronca no vizinho e até pular invadir terreno abandonado para carpir.

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Levantamento com base no balanço final de 2015 do CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) do Estado aponta que a cidade registrou 2.965 casos de dengue no ano passado.

Dá 4.129 casos por 100 mil habitantes –segundo a OMS, acima de 300 por 100 mil moradores já caracteriza epidemia (veja quadro abaixo).

O bairro de Polvilho começou a procurar por focos de dengue em terrenos abandonados na vizinhança.

“A rua inteira em que eu morava pegou [a doença]. Achamos que o criadouro era em um terreno abandonado. Aí um vizinho foi lá e carpiu o mato alto e removeu o entulho”, afirma Maria Pereira, 55 anos, doméstica.

Resposta

A Prefeitura de Cajamar afirmou, em nota, que a população da cidade agiu “de uma maneira não satisfatória” no combate à dengue.

“Mesmo com todas as orientações, ainda encontramos focos do mosquito em quintais e comércio”, disse.

Segundo a gestão, o armazenamento de água em baldes, tambores e vasos de forma inadequada por conta da crise da água foi um dos motivos para a epidemia.

A assessoria da prefeitura também listou uma série de ações que a administração municipal tomou no ano passado para combater a dengue: visitas constantes de equipes às casas, utilização de veneno por pulverização nos focos mais graves, distribuição de panfletos explicativos sobre a dengue e montagem de tendas para atendimento de pacientes no Hospital Enfermeiro Policarpo de Oliveira.


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