Cientistas norte-americanos Arthur Caplan e Lee Igel publicaram uma coluna na revista Forbes e comentaram sobre a epidemia do zika vírus. Eles afirmam que realizar as Olimpíadas com essas condições em que o Brasil está seria um ato de “irresponsabilidade”.

“Quem vai ao Rio no meio dessa epidemia do zika vírus? Não as mulheres jovens, que podem engravidar e correr o risco de ter um bebê com deficiência. Não um homem com uma vida sexual ativa, que pode correr o risco de transmitir a doença para sua parceira. Talvez apenas os atletas, técnicos e outros membros das delegações dos países irão viajar ao Rio”, questionam os norte-americanos.
O artigo foi escrito após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar emergência global por microcefalia, doença causada pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.
O Comitê Olímpico Internacional ainda não se posicionou sobre o artigo ou a possibilidade. Os cientistas ainda duvidam que algo seja feito ainda e provavelmente não irá impedir a realização dos Jogos.
“Os atletas que estão se preparando para competir no Rio já começaram a estocar repelente, pensando em como se prevenir dos mosquitos. Então os atletas deverão ir ao Rio.”, escrevem.
O ministro-chefe da Casa Civil, ministro Jaques Wagner, disse também esta semana que não há a possibilidade de haver cancelamento das Olimpíadas do Rio em agosto devido à gravidade do problema. “A mobilização não é por conta das Olimpíadas. É por conta de um problema grave de saúde pública.”
Nesta quinta-feira (4), o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, disse que o Rio de Janeiro dispõe do maior efetivo das Forças Armadas no combate ao Aedes. “A mobilização será proporcional ao efetivo de cada estado [e não ao número de registros de casos de doenças] porque nossa ação é preventiva, não é uma ação de erradicação, como a que o Ministério da Saúde pode promover”, disse.


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