O Ministério Público do Estado de São Paulo exigiu nesta segunda-feira (1º) a demissão imediata de 306 funcionários que ocupam cargos comissionados na Prefeitura de Jundiaí (SP).  O MP entrou com uma ação na Justiça contra o executivo e o prefeito Pedro Bigardi por improbidade administrativa e pediu ainda uma liminar para o afastamento de 306 servidores nomeados ilegalmente.

De acordo com a ação, ajuizada na quinta-feira, o prefeito teria nomeado por meio de uma lei municipal centenas de pessoas para os cargos de assessores com salários entre R$ 1.696,00 e R$ 2.830,16. No entanto, a alegação do MP é que essas funções devem ser exercidas por funcionários públicos concursados.

Ao examinar as contas do município, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) constatou que, no exercício de 2015, foram nomeados 423 cargos em comissão, dos quais 306 foram designados para cargos de direção, chefia e assessoria. Agora, o Ministério Público quer que todo o dinheiro gasto com os funcionários em cargos comissionados seja devolvido aos cofres públicos e o pagamento dos servidores seja suspenso. A Prefeitura de Jundiaí informou que ainda não foi notificada sobre a ação.

Reportagem: G1


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