A escassez de Benzetacil (antibiótico produzido a partir da penicilina) nas unidades de saúde de Cajamar está colocando os pacientes que necessitam da medicação em risco. O antibiótico ficou em falta no mercado brasileiro em setembro do ano passado por causa da dificuldade de produção do princípio ativo e de problemas de manufatura. O problema levou a Prefeitura a restringir a entrega da benzetacil à pacientes com sífilis e nos casos em que o uso da medicação é insubstituível. O fabricante e o distribuidor do medicamento informaram que a produção foi normalizada, mas o problema persiste em Cajamar.

A diretoria de Saúde de Cajamar afirmou que a recomendação do uso de penicilina para pacientes com sífilis e nos casos em que o uso da medicação é insubstituível continua para garantir o atendimento prioritário.

A Saúde trabalha com o estoque que já tinha e com a medicação que consegue adquirir nas licitações, porém enfrenta dificuldade em fazer novas aquisições por conta do problema na produção.

O Ministério da Saúde também foi procurado e esclareceu que tem acompanhado a produção nacional do medicamento Benzetacil, articulando os produtores e as entidades representativas dos Estados (Conass) e municípios (Conasems).

A nota diz que neste momento, há alternativas para os gestores locais garantirem o abastecimento à sua rede de saúde e não há questões regulatórias pendentes reportadas ao Ministério da Saúde que impeçam a produção por parte dos laboratórios produtores. O Ministério da Saúde também informou que caso os gestores encontrem problemas de aquisição junto a um laboratório ou distribuidor, podem buscar, dentro das alternativas da lei de licitações, soluções para aquisição emergencial com outro laboratório produtor.

Procurados, a Supera Rx, responsável pela distribuição e comercialização do remédio e a Eurofarma, fabricante do medicamento, admitiram a distribuição comprometida da Benzetacil devido à escassez de fornecimento da substância ativa benzilpenicilina benzatina, mas informou que, após publicação da inclusão de novo fornecedor para aquisição do princípio ativo, em setembro, no Diário Oficial da União, a produção foi retomada em sua capacidade máxima, com o objetivo de suprir a falta temporária.

De acordo com o fabricante e com o distribuidor, apesar da agilidade e caráter de urgência adotado para completo reabastecimento do mercado, devido à demanda reprimida nesse período, alguns estabelecimentos ainda podem encontrar dificuldades de estoque do medicamento. A expectativa é que a completa regularização entre oferta e procura se dê entre dois e três meses. A orientação aos médicos ainda é para que a prescrição seja feita em nome do princípio ativo, uma vez que existem concorrentes disponíveis no mercado.


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